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Crystal Palace da TV
A arquitetura da usabilidade deve ser planejada. Sem passo em falso, com segurança e decisão espontânea. Ninguém é obrigado a dançar que nem siri. Um dia se aprende e nao adianta cobiçar porque não resolve problemas. Muita vontade de não vou dizer. Desgasta.
Se contar ninguém acredita e somente as pessoas corretas para acreditar. Adaptação darwinista. Lei do meu orgulho. E mais ninguém por mim. E como é bom dormir com chuva e acordar com sol para ter como exemplo.
A antena ligada e capta informações para um trabalho cada vez melhor, selecionado, puro luxo. Não nasci para nem usar Armani, ajudar quem precisa. Um dia se decide a virada e tudo desembaça. A chance é pra toda a vida. A vida é a grande sorte. Se acha ruim, decida por morte. Bem simples.
Frieza por falar a verdade e ganhar dos descartados. Eu gosto daquilo que eu falo. É moda usar cachecol com camiseta e nem aí para o Piriri. Faz.
Ai, meu Deus
Em jardins o cidadão não tem segurança. Grupos covardes e armados espancam pessoas em locais valorizados de uma metrópole brasileira. Não adianta nem se fantasiar de mendigo para sair na rua. Os "punks" já chegam, matam e não se importam com conta bancária.
E não se trata de um caso isolado. Em qualquer momento do dia, a vítima perde a história, os dentes. O país chegou em um patamar de alarme e existem fanáticos que brigam por futebol. Outros deixam a riqueza por capítulo de virada em telenovela e destinada a poucos e sistemáticos. De um lado existem seqüestradores de inocentes, matando trabalhadores direitos, atirando para todos os lados. Mas de outro, inconsciente ou conscientemente, eles estão sendo os porta-vozes dos brasileiros ao exigir do governo o que todos têm direito.
Tudo bem, existem momentos de lazer. Mas o período interminável da inércia de críticos torna grave a situação. Policiamento forte de um grupo não mais corrupto pode ser caro em outro lado. Aqui, investimento para uma imagem perigosa lá fora. Todo o mundo já sabe que o lugar é violento. As estatísticas não aumentam porque falta coragem. Já ultrapassaram.
Há muito tempo a voz saiu nas ruas. Agora parece esporte e diversão. Até dá lucro, porém não muda nada quando não se entende por falta da informação e didática. A massa necessária e gritando como validade. Ninguém é palhaço para assistir ao circo em chamas. Seriedade para excluir a confusão. Há séculos que as classes dominantes querem manter o resto do povo ignorante porque quem se informa pensa e quem pensa tem senso crítico.
O egoísmo porque 'amanhã não estarei mais aqui' pesa no bolso e em mínimo prazo do tempo. É agora que o indivíduo precisa mudar e no formato grande grupo. Acreditar em capítulos de grande audiência mostra o descompromisso, a cegueira. É hora de mais jovens conscientes no poder. Quem vive do museu é o passado. Que velho mas atualíssimo discurso.
Gosto muito
A Viúva Porcina pode resumir o conceito da mulher que se libertou no Brasil. E a Regina do Arte é o mito em pessoa. Agora a mudança do comportamento feminino e explícita em telenovela responde por o motivo de poder midiático e principalmente televisivo no país. Tal força ainda não substituída por livros. Talvez o horário nobre tenha superado o texto de Shakespeare.
Em obras de dramaturgos globais, fica evidente como a mulher deve ser. Algo que autores antenados sabem amarrar, fisgar o telespectador com maestria e por isso não existe a lamentação por pessoas influenciadas por uma personagem mitológica. Quando quem assiste se identifica, o ponto se destina ao criador.
A mulher que acredita em espelho como tela se transforma em outra. E no sonho reelaborado inclui a atriz, a personagem, os patrocinadores, o glamour da televisão. O veículo em questão tem esse poder de estruturar a vida das pessoas. É a TV, no Brasil, que estabelece os parâmetros. Pois a maioria das pessoas aqui nao sabe se quer ler. O caráter desses consumidores pode ficar em grande parte baseado nessa imersão, nesse olimpo veiculado por imagens bem editadas. Milhares de pessoas buscam (ou buscaram) caminhos, sonhos, personalidades em novelas; principalmente naquelas produzidas na década de 80, com a imposição de uma mulher forte, longe da submissão.
Hoje, porém, a narrativa torna-se outra. A mulher protagonista possui defeitos e, em decorrência de uma atual situação econômica precária na América Latina, a prostituta já é mito. Sim, no país com pessoas ditas bonitas, o turismo do sexo ganha cada vez mais adeptos. Mas acho digno a alegria e o poder de quem vence. Sabendo ler a pura verdade em evolução. O magnetismo produzido por profissionais da mídia eletrônica como proeza para o ibope. Não sou grato a nenhum escritor que não soube superar o bem feito. A dica é ler Renato Janine Ribeiro para o entendimento.
A hora marcada no castelo
A notícia principal, o lead está em primeiro lugar em qualquer bom texto. A prioridade faz o primeiro parágrafo de uma jornada. Então aperta a tecla F. Ela transforma qualquer ser humano que se sinta perseguido por fantasmas. Não dá pra parar e rir. Da cara de quem não aciona o teclado iluminado. Com a ousadia de um bilionário nórdico. Nas melhores escolhas. A pauta da manchete.
Cola aqui e acho chic também. 'A gente se tromba' é péssimo para a carreira modelo. E da fila do empurra-empurra para beber um drink eu vou pra casa. Pois ali está o buraco de uma manipulada tribo incosciente. E sem a mínima noção dos perigos da guerra. Amarrotadas. Com vontade de dormir. Para o dia seguinte e compromissinhos. A gente.
Então acha chic e entra. Resolva o buzuzu em minha orelha sem furos. Entender e ser chamado para o camarote é bárbaro. Tratar um assunto de cada vez a priori. Tudo ao mesmo tempo e confuso já acho brega. Agora caço palavras em minutos e falo para o eu. Amo e para poucos a terapia da tecla T. Abra uma nova guia e faça a dominação. Impagável quando convencido.
A inspiração está ao lado. Em cada insanidade com o legítimo 'foda-se'. Acho chic ser fodão. Só permanece os convidados. E tem água para beber ainda. Frita na fila! Mas passada. Tem mais.
Marmelada!