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Enunciados de porta-vozes
O mecanismo paratextual para puxar receptores para dentro de telas é o verdadeiro atiçador de desejos. O proibido dá uma vontade danada. O que mais movimenta e gera lucro no planeta são as drogas ilícitas. Não resolve mais prender mega traficantes. Se proliferou a raça. E quem não gosta de uma boa sacanagem, tantas vezes e de alguma forma censurada pela maior religião do planeta.
Não existe mais test-screening. Existe a interatividade virtual. Literalmene mergulhados e puxados por energia explicada por leis da física. Um poder se une a outros poderes e existe a influência. São objetivos pessoais em comum.
Aí surge o microuniverso social representado na história. Delírios casuais de autores se transformam em arte do mundo contemporâneo. A euforia de um herói logo penetra nas entranhas de quem recebe imagens visuais desse tipo. E quem nunca sonhou em ser o herói um dia? Vencer todas as "dificuldades" com poderes de outro mundo. E tudo pela a busca do objeto.
Acho que não foi por acaso que Bergman e Antonioni morreram no mesmo dia. A proposta pausada de grandes cineastas em contrapartida ao movimento frenético de MTV. O ser e estar e discursivo dos personagens oposto ao fazer imediatamente. Mas alguns receptores esquecem que o happy end é agora. Na verdade não existe, nunca existiu e nem existirá a falta e de uma cultura com apego aos bens materiais. Se a morte tivesse culpa...
Mistérios da meia-noite
Depois de estudo semiótico se torna apropriado falar com o sábio e ouvir músicas eletrônicas, instrumentais, incidentais. Não deixar ainda de ouvir o próximo e com a categoria pessoal. A origem das palavras e o campo da comunicação como estudo filosófico de grandes pensadores do século passado. Cada mistério também não pode ser desvendado ao longo de frases ditas com análise crítica, de pesquisa, observadora. Mas comprova fatos e comportamentos com qualidade de ciência. E hoje a tão importante tecnologia ao alcance de suas mãos é novidade de discussão. Talvez por muito tempo. O apego é na teoria para o ato prático. Principalmente àquela de Sigmund Freud, Karl Marx. Que até hoje repercute e como descoberta exata.
Sim, a turbulência da modernidade leva ao fetichismo de mercadorias. Queremos seres desejantes por causa da angústia existencial de morte. Sempre estaremos, por isso, em busca de uma realidade invisível. Basta ter visão crítica de heróis e da perfeição que eles representam para uma sociedade. Leva em conta o contexto histórico da localidade. É um horror usar grife dos pés à cabeça, por exemplo. Agora, sentimos a letargia como consequência. O hiperreal personagem se cria e é o verdadeiro desejo para um possível sucesso.
O real
Ninguém acredita, mas a ficção é igual ao real. Cada vez mais o homem faz o mundo se tornar artificial, e o que é de plástico um dia acaba. Sem falar no tempo, pois quanto maior a velocidade da massa, mais rápido será o fim. Muitos hipnotizados.
A saudade é a carência de mais tempo em família, amores verdadeiros, dança da realidade e que o homem é capaz de fazer com o seu conhecimento subjetivo. Cada dia mais perdemos o contato com a natureza, se não plantamos a árvore. O verde que te mantém vivo. Nature Life de ar, água, alimento. Bem melhor passar adiante a corrente do 'viva' não canse e faz a recompensa triplicar. Balela? Boa sorte no projeto de vida.
A mãe natureza não é cafona e apresenta o seu sinal amarelo porque existe esperança. O tempo para o fato real não pode ser desperdiçado. Nem o alimento que mata a fome do desavisado.
Que saudade do tempo de subir em árvore. O ar mais puro, a pressa não existe, o mundo ainda tem cheiro de raiz. Não diz 'não tem saída'. Pode ser o caos já a semeologia do texto. Todos querem diversão personalizada. Mas para tanto, antes, queremos oxigênio e água potável. Mega vital.
Não censura
Na década de 70 muitos fatos foram proibidos, ocultados, taxados. Depois cresceu a curiosidade e aquilo que foi imposto por um sistema se transformou em excesso. A mulher conquistou o seu espaço em linhas comportamentais, os políticos representantes criaram uma cultura corrupta como marketing, e o que não podia ser feito se torna natural demais. Sem levar em conta a religião subjetiva para dizer isso, alguns problemas atuais no país são de origem da ditadura, escravidão. Linha dura, traumas.
Na década de 80 ocorre Diretas Já e a democracia caminha com preconceitos decorrentes. O rock nacional fala por população e a televisão ousa. Inova. Mostra a cara de um povo em ebulição. Agora pode opinar e decidir.
Quando chega a década de 90 parece haver a transição para a globalização tecnológica, porém sem um acontecimento capaz de revolucionar politicamente. Nada lembra os anos 90. O período ficou sem título.
Hoje tudo ganha novo contexto. A Internet e os vícios de uma comodidade permite cada pessoa ser a empresa. Fotolog, blogs, myspace mostram o reality show civil. A informação é disseminada sem lei. Quem sai na frente em competição globalizada tem chance. O caso contrário fica no vácuo. E agora em 00 não pode haver censura e nem imposição de governantes. A cultura política é bem outra. A interatividade é o novo conceito de comunicação.
Arregaça no México
Que mecanismo! Não classifica. Agora, segundo pessoas 'antenadas', está na moda ser ele(a). O homobissexual vale por muitos em mundo globalizado. Ele 'absorve' mercadorias específicas, de mulheres, de homens e agora unissex. Cada vez mais a mídia está voltada para o público glsbtbeecha. Na verdade não é 'público gls' a classificação, mas 'o público'. O mundo é gay, nem tenha vergonha em assumir.
As leis ganham adequações. E em números de serviços existe o expressivo crescimento para novos consumidores. A propaganda é produzida principalmente por um público bastante alternativo, moderno, criador de tendências. Existe, porém, inúmeras pessoas preocupadas, traumatizadas. Bafo.
Os novos pré-adolescentes definitivamente não possuem sexo. A moda andrógena, emorockandrollfunk mostra a verdadeira mistura oriunda de um sistema mega atual e com multimercados. A falta de preconceitos e inexistentes no Primeiro Mundo, fonte de imitação. Bas-fond.
De A a Z, todos somos diferentes. Até gêmeos. Também somos robôs emocionantes. Criadores do centro de mais criaturas. Um círculo imenso, fascinante e com mecanismo subliminar. A novidade depende de você. Tenta fazer a Björk.